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    Segunda-feira, 15 de Agosto de 2011

    Uma vida sem reflexão não merece a pena ser vivida


    "Sócrates disse, celebremente, que uma vida sem reflexão não merece a pena ser vivida. Queria ele dizer que uma vida vivida sem ponderação nem princípio é uma vida tão vulnerável ao acaso e tão dependente das escolhas e acções de terceiros que pouco valor real tem para a pessoa que a vive. Queria ainda dizer que uma vida bem vivida é aquela que possui objectivos e integridade, que é escolhida e orientada pelo que a vive, tanto quanto isso é possível a um agente humano enredado nas teias da sociedade e da História.

    Sábado, 13 de Agosto de 2011

    Sabedoria sem respostas


    Encontrei um bom livro de introdução à filosofia que se chama "Sabedoria sem respostas" dos filósofos Daniel Kolak e Raymond Martin. Aqui apresenta-se a filosofia tal como Sócrates a concebeu; ou seja, mais do que a transmissão de informações ou conhecimentos acabados, a filosofia consiste na estimulação do pensamento crítico, na actividade de questionar, e pôr em causa as nossas crenças mais básicas. Deixo aqui o prefácio do livro:

    Quinta-feira, 4 de Agosto de 2011

    Uma explicação do Dilema de Êutifron


    “A piedade é amada pelos deuses, porque é piedade, ou é piedade, porque é amada pelos deuses?” (Platão, Êutifron, 10a).

    Sexta-feira, 29 de Julho de 2011

    Será legítimo ter fé?


    O filósofo Simon Blackburn considera que não é legítimo ter fé, explicando as suas razões no seguinte parágrafo: 

    Quarta-feira, 20 de Julho de 2011

    Um Diálogo Filosófico



    A tentativa de analisar a plausibilidade e relevância de algumas ideias que estou a pensar actualmente, sobre a própria natureza da filosofia, fez-me encetar um interessante diálogo com o filósofo João Carlos Silva. Penso que vale a pena partilhar este diálogo filosófico com a comunidade:

    Sexta-feira, 15 de Julho de 2011

    Segunda-feira, 11 de Julho de 2011

    Pensar outra vez...


    Um pequeno excerto de uma crónica do filósofo Desidério Murcho no Público (26/08/08):

    Sábado, 2 de Julho de 2011

    Concepções da Justiça


    O livro “Concepções da Justiça” (Ed. 70, 2011) de João Cardoso Rosas parece-me uma excelente introdução à filosofia política contemporânea, em que aborda criticamente o liberalismo-igualitário, o libertarismo, e o comunitarismo. Com um pequeno excerto da nota introdutória percebe-se bem qual é a finalidade deste livro:

    Sábado, 25 de Junho de 2011

    Um Diário Filosófico

    Quinta-feira, 16 de Junho de 2011

    A arte de foder o juízo

    Quarta-feira, 8 de Junho de 2011

    Segunda-feira, 23 de Maio de 2011

    A versão modal do Argumento Ontológico


    Alvin Plantinga concebeu uma nova versão do argumento ontológico, fazendo recurso à lógica modal e à terminologia dos mundos possíveis, que parece ultrapassar as objecções dirigidas ao tradicional argumento de Santo Anselmo. O argumento de Plantinga* é o seguinte:

    Segunda-feira, 16 de Maio de 2011

    Argumento Ontológico e Cosmológico a favor da existência de Deus

    O argumento ontológico parte do conceito de Deus com o objectivo de estabelecer, recorrendo exclusivamente a premissas a priori, a sua existência.

    Terça-feira, 19 de Abril de 2011

    O mal da credulidade


    "Se me permito acreditar seja no que for com indícios insuficientes, da mera crença pode não resultar grande mal; pode afinal ser verdadeira, ou posso nunca ter ocasião de a manifestar em acções públicas. Mas não deixo de cometer este grande mal contra o Homem: o de me tornar crédulo. O perigo para a sociedade não é meramente o de acreditar em coisas erradas, embora isso seja suficientemente mau; mas o de se tornar crédula e perder o hábito de testar as coisas e de as investigar; pois então reincidirá forçosamente na selvajaria.

    Domingo, 17 de Abril de 2011

    Por que há realmente algo?

    "Resumindo, a pergunta «por que há realmente algo?» parece perfeitamente sensata, parece seguir o modelo de «por que existe isto?» ou «como se originou isto?» Parece uma pergunta sobre a origem de uma coisa.

    Quinta-feira, 14 de Abril de 2011

    O Mito de Sísifo segundo Richard Taylor

    "Se pudermos em imaginação libertar as nossas vontades das nossas vidas e não atender ao interesse profundo que todos temos na nossa própria existência, veremos que não são poucas as semelhanças com Sísifo. 

    Sábado, 9 de Abril de 2011

    Filosofia da Religião

    "Podemos compreender melhor o que é a filosofia da religião começando pelo que não é. Em primeiro lugar, não se pode confundir a filosofia da religião com o estudo da história das principais religiões de acordo com as quais os seres humanos têm vivido. (...) Em segundo lugar, não se pode confundir a filosofia da religião com a teologia. (...) A filosofia da religião, ao contrário da teologia, não é fundamentalmente uma disciplina interior à religião, mas uma disciplina que estuda a religião de um ponto de vista abrangente. (...)
    Podemos caracterizar melhor a filosofia da religião como o exame crítico das crenças e dos conceitos religiosos fundamentais. A filosofia da religião examina criticamente conceitos religiosos fundamentais como o conceito de Deus, o conceito de fé, a noção de milagre e a ideia de omnipotência. (...)
    A filosofia da religião examina criticamente as crenças religiosas fundamentais: a crença que Deus existe, de que há vida depois da morte, de que Deus sabe, mesmo antes de nascermos, o que iremos fazer, de que a existência do mal é de algum modo consistente com o amor de Deus pelas suas criaturas. Examinar criticamente uma crença religiosa envolve explicar a crença e examinar as razões que têm sido apresentadas a favor e contra a crença, tendo em vista determinar se há ou não qualquer justificação racional para afirmar que essa crença é verdadeira ou falsa".

    Fonte: livro Introdução à Filosofia da Religião, de William L. Rowe. Tradução de Vítor Guerreiro. Lisboa: Verbo, 2011, pp.15-17.

    Quarta-feira, 30 de Março de 2011

    Introdução ao Pensamento Crítico


    A Filosofia é, acima de tudo, o exercício crítico de examinar, “peneirar”, “pesar” as nossas crenças sobre nós próprios e sobre o mundo. Neste exame e justificação, os argumentos devem ser suportados pelos padrões de raciocínio e “argumentação sólida”. Se um argumento é formalmente válido e as suas premissas são, igualmente, verdadeiras, então podemos dizer que o argumento é sólido. É preciso tomar em atenção que esta “argumentação sólida” é de todo contrária ao modo falacioso de pensar e ao “pensamento fechado”. As falácias são argumentos que parecem razoáveis e, por isso, tendem a persuadir-nos, mas na realidade são maus argumentos. O “pensamento fechado” não admite alternativas nem qualquer argumento ou prova contraditória; conduz apenas ao dogmatismo acrítico. Se ficarmos pelo fechamento do pensamento os sistemas de crenças ficam estagnados, pondo, assim, em causa o desenvolvimento e expansão dos mesmos; ou seja, os sistemas tornam-se uma prisão.

    Segunda-feira, 28 de Março de 2011

    A justiça como equidade – John Rawls

    “Na teoria da justiça como equidade, a posição da igualdade original corresponde ao estado de natureza na teoria tradicional do contrato social. Esta posição original não é, evidentemente, concebida como uma situação histórica concreta, muito menos como um estado cultural primitivo. Deve ser vista como uma situação puramente hipotética, caracterizada de forma a conduzir a uma certa concepção de justiça. Entre as características essenciais está o facto de que ninguém conhece a sua posição na sociedade, a sua situação de classe ou estatuto social, bem como a parte que lhe cabe na distribuição dos atributos e talentos naturais, como a sua inteligência, a sua força e outras qualidades semelhantes. Parto inclusivamente do princípio de que as partes desconhecem as suas concepções de bem ou as suas tendências psicológicas particulares. Os princípios da justiça são escolhidos cobertos de um véu de ignorância. Assim se garante que ninguém é beneficiado ou prejudicado na escolha daqueles princípios pelos resultados do acaso natural ou pela contingência das circunstâncias sociais. Uma vez que todos os participantes estão numa situação semelhante e que ninguém está em posição de designar princípios que beneficiem a sua situação particular, os princípios da justiça são resultado de um acordo ou negociação equitativa.
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