11/02/2015

Ensinar Filosofia?



Se consentirmos, nos departamentos de filosofia, a confusão entre a investigação objectiva e o compromisso ideológico, estaremos a desistir de ensinar filosoficamente. Pois com esta confusão oblitera-se um traço essencial da actividade filosófica, tanto no plano do ensino como no da investigação: a liberdade de pensamento. Quando uma área da filosofia passa a estar ao serviço de uma causa moral ou política, aqueles cujas perspectivas são adversas a essa causa — porque defendem que a vida humana não é sagrada, que o ambiente não tem valor intrínseco ou que nenhum animal não-humano tem estatuto moral — são arredados da discussão ou referidos de passagem em termos anedóticos. Deixam, enfim, de ser encarados como interlocutores num debate racional que visa a verdade.
- Pedro Galvão, in Ensinar Filosofia? O que dizem os Filósofos, CFUL, p. 363.



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