16/01/2013

Kripke: a identidade é necessária




Saul Kripke, em Identity and Necessity (1971), defende a ideia que toda a identidade é necessária, não havendo deste modo identidades contingentes:
Se os nomes são designadores rígidos [i.e. termo que designa o mesmo objecto em todos os mundos possíveis em que o objecto exista], então não pode haver dúvida sobre se as identidades são necessárias, porque 'a' e 'b' serão designadores rígidos de um certo homem ou coisa x. Assim, mesmo em todo o mundo possível, 'a' e 'b' referir-se-ão ambos a este mesmo objecto x e a nenhum outro; e, desta forma, não haverá nenhuma situação em que a pode não ter sido b. Esta teria que ser uma situação na qual o objecto a que também estamos a chamar agora 'x' não teria sido idêntico a si mesmo. Portanto, não se poderia ter uma situação na qual Cícero não teria sido Túlio ou na qual Véspero não teria sido Fósforo (p. 89).
A este propósito em nota de rodapé diz que "estou de acordo com Quine em que «Véspero é Fósforo» é (ou pode ser) uma descoberta empírica; com Marcus, em que é necessário. De acordo com o presente ponto de vista, tanto Quine como Marcus equivocam-se a identificar as questões epistemológicas e metafísicas".



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