04/06/2012

Filosofia analítica


"Ao passo que a filosofia analítica encara a filosofia como teorização, argumentação e a análise cuidadosa das nossas crenças, por mais queridas que sejam, quem encara a filosofia acognitivamente procura apenas um discurso interessante. Este discurso interessante não pode estar totalmente divorciado de conteúdos cognitivos, pois isso é impossível; e muitos desses conteúdos são obstáculos — históricos e conceptuais — a qualquer atitude cognitiva perante a filosofia; mas o que interessa deste ponto de vista não é, de modo algum, teorizar, analisar e argumentar com respeito a tais conteúdos, mas apenas apreciar essas ideias — estética ou historicamente ou de qualquer outro modo. É um pouco como a diferença entre ser pintor e ser apreciador de arte; o último quer apenas adquirir competências que lhe permitam entrar no Louvre e apreciar o que lá está, ao passo que o primeiro quer, primariamente, pintar, ainda que também aprecie, evidentemente, as pinturas do Louvre".



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