28/02/2011

O imperativo categórico da ética deontológica de Kant


"Kant acreditava que, como seres humano racionais, temos certos deveres. Estes deveres são categóricos: por outras palavras, são absolutos e incondicionais - deveres como «deves sempre dizer a verdade» ou «nunca deves maltratar ninguém». Estes deveres são válidos sejam quais forem as consequências que possam advir da sua obediência. Kant pensava que a moral era um sistema de imperativos categóricos: mandamentos para agir de determinadas maneiras. Este é um dos aspectos mais distintivos da sua ética. Ele contrastou os deveres categóricos com os hipotéticos. Um dever hipotético é um dever como «se queres ser respeitado, deves dizer a verdade» ou «se não queres ir para a prisão, não deves matar ninguém». Os deveres hipotéticos dizem-nos o que devemos ou não fazer se quisermos alcançar ou evitar um dado objectivo. Kant pensava que só existia um imperativo categórico básico: «age apenas segundo máximas que possas ao mesmo tempo querer como leis universais». «Querer» significa aqui «desejar racionalmente». Por outras palavras, a mensagem do imperativo categórico é: age apenas segundo uma máxima que quererias aplicar a toda a gente. Este princípio é conhecido como princípio da universalidade".

Warburton, Nigel (2007) Elementos Básicos de Filosofia. Trad. Desidério Murcho. Lisboa: Gradiva, pp.78-79.


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