23/03/2010

b) Como analisar um website educativo?


A análise de um «website educativo» tem subjacentes os princípios e elementos básicos de avaliação de qualquer site. No entanto, acresce na análise de um «website educativo» que, segundo as palavras de Ana Amélia Amorim Carvalho, deve “motivar os utilizadores a quererem aprender, a querem consultar e a quererem explorar informações disponíveis” (cf. p. 7). Daí num bom «website educativo» devem estar patentes a integração de actividades variadas, a informação específica para diferentes agentes educativos, as ferramentas de comunicação que permitem maior interactividade entre professor e alunos, as ferramentas de edição colaborativa online em que os alunos constroem com os outros trabalhos e projectos, e a partilha que permite disponibilizar à comunidade os trabalhos dos alunos. É de notar que estes componentes dinâmicos do «website educativo» facilitam uma mudança de paradigma, facultando agora meios para que os alunos sejam produtores activos de conhecimento, sendo algo muito relevante para o processo de ensino-aprendizagem do aluno. Portanto, é necessário analisar se um «website educativo» cumpre estes requisitos.
Do mesmo modo existem alguns indicadores de qualidade de um site educativo que consideramos que é relevante sublinhar, pois auxiliam na análise do «website educativo». Para Ana Amélia Amorim Carvalho (cf. pp. 18-25) existem nove dimensões que devem estar patentes na análise do «website educativo» e que são indicadores da sua qualidade:
1 – Identidade – em que se integra a) o nome do site, b) o propósito ou finalidade do site, c) a autoridade, e d) a data de criação e a última actualização. Segundo a autora, “estes dados devem constar, preferencialmente, na página inicial do site”.
2 – Usabilidade – em que se deve ter presente a) a estrutura do site, b) a navegação e orientação no site, c) a interface. O «website educativo» deve cumprir a facilidade em usar e aprender a usar, para assim se tornar intuitivo para o aluno.
3 – Rapidez de acesso – em que se deve atender também ao facto das hiperligações estarem todas activas, para se facilitar o rápido acesso a alguma informação.
4 – Nível de interactividade – um bom «website educativo» deve motivar, desafiar, envolver os alunos para que se sintam motivados a explorar o site e a aprender com eficácia. Por isso é fundamental a interactividade (com por exemplo: preenchimento de formulários, feedback, ou mesmo colaborar online).
5 – Informação – em que se abarca a) a temática e adequação às orientações curriculares, b) a abordagem feita ao assunto, c) a correcção do texto (escrito ou oral), d) as referências bibliográficas, e) a data e actualidade, f) o autor.
6 – Actividades – no «website educativo» é essencial a presença de actividades para envolverem os alunos na aprendizagem. Face a uma possível desorientação na web, temos as «actividades» que indicam um caminho e que fomentam “aprendizagem individual e colaborativa, incentivando o desenvolvimento de competências e motivando para a procura de informação”. As actividades podem ser: pesquisas orientadas, jogos, ou exercícios com correcção automática.
7 – Edição colaborativa online – em que os alunos (e professores) colaboram na realização de um mesmo trabalho ou projecto.
8 – Espaço de partilha – em que se disponibiliza os trabalhos realizados por alunos e professores. Pode ser muito estimulante para os alunos, uma vez que se esmeram na realização de um bom trabalho para partilharem com a comunidade.
9 – Comunicação – em que o «website educativo» seja um espaço em que os alunos, professores e encarregados de educação possam intervir. Pode ser importante para tirar dúvidas ou abrir um espaço de discussão de um tema. Pode-se utilizar o correio electrónico, fórum, chat, etc.

Referência bibliográfica:
Carvalho, A. A. (2005). Indicadores de Qualidade de Sites Educativos. Cadernos SACAUSEF  –  Sistema de Avaliação, Certificação e Apoio à Utilização de Software para a Educação e a Formação: Avaliação de locais virtuais de conteúdos educativos, Número 2, Ministério da Educação, 55-78. http://hdl.handle.net/1822/5922

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