23/08/2009

Modernismo e pós-modernismo


Modernismo está marcado pelo “ódio à tradição e raiva de renovação total”. Incita-se a perpétua inovação, numa ausência de referências, proibindo qualquer fixar[1]. Esta constante ruptura acarreta uma contingência total, perdendo-se estabilidade e “totalidade orgânica”, fomentados também pelo individualismo e hedonismo.
Pós-modernismo manifesta a exaustão de toda a originalidade; constitui paradoxalmente uma inovação que produz ciclicamente o idêntico, numa “repetição tristonha”. As rupturas tornam-se em meras “repetições rituais”.

[1] É uma ausência de um permanecer, ou seja, constitui uma incessante aniquilação da novidade produzida. É muito elucidativo, para representar esta ideia, o quadro “Saturno” de Goya:
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