08/07/2009

A Racionalidade da Tradição em Gadamer e MacIntyre


Com a leitura de alguns textos de Hans-Georg Gagamer (nomeadamente A Universalidade do Problema Hermenêutico e alguns capítulos de Verdade e Método) e de Alasdair MacIntyre (Tomás de Aquino y la Racionalidad de la Tradicion e vários capítulos de Justiça de Quem? Qual Racionalidade?) suscitaram-nos algumas questões que pretendemos abordar ao longo deste ensaio: será a tradição importante para a hermenêutica? Até que ponto tradição e razão serão compatíveis? Existirá efectivamente uma racionalidade da tradição? “Achar-se imerso em tradições significará realmente em primeiro plano estar submetido a preconceitos e limitado na própria liberdade?”[1].

Por um lado, o Iluminismo, que estrutura em grande parte a consciência moderna, devido à apologia de certas características, como a autonomia absoluta da razão e o solipsismo, conduziu a um desprezo pela tradição, autoridade, e preconceito. Há uma desconfiança por toda a heteronomia que parece inibir o uso da própria razão. Kant expressa bem este ideal através do “sapere aude”, ou seja, do atrever-se a fazer uso da sua própria razão, de modo a exercermos sistematicamente as nossas próprias faculdades[2]. Nesta perspectiva Gadamer refere que “a tendência geral do Aufklärung é não deixar valer autoridade alguma e decidir tudo diante do tribunal da razão. (…) A fonte última de toda a autoridade já não é a tradição mas a razão”[3]. Do mesmo modo, Descartes pretende uma reconstrução completa de todas as verdades apenas a partir da razão até encontrar algo absolutamente certo e sem erro[4]. Há, portanto, no espírito do Aufklärung uma disjunção exclusiva entre razão e heteronomia (tradição, autoridade, preconceito). Assim, sobre uma base esclarecida de razão e autonomia, tudo o que seja heteronomia surge como “obediência cega” e contrário do ideal do Aufklärung. Por outro lado, a inversão romântica continua com a disjunção exclusiva entre razão e heteronomia, uma vez que “a crença na perfectibilidade da razão se converte na crença na perfeição da consciência «mítica» e se reflecte num estado originário paradisíaco anterior à queda no pecado de pensar”[5]. Deste modo, no romantismo à uma valorização de certos aspectos de heteronomia, no entanto não consideram o aspecto racional, caindo então no outro extremo oposto ao iluminismo.

Gadamer não vê de modo algum um contraste absoluto entre tradição e razão. Assim, contrariamente aos “iluministas” [6], Gadamer afirma o valor da tradição, e desfavoravelmente aos românticos[7] faz valer a força da razão patente na tradição. Portanto, com Gadamer a disjunção exclusiva entre razão e tradição dá lugar a uma unidade[8], onde não é possível separar a razão da tradição, pois, “entre tradição e razão não existe nenhuma oposição”[9]. Neste horizonte, Gadamer refere que “encontramo-nos sempre em tradições”[10]; é sempre na tradição que o ser humano se situa e pela qual existe[11]. De facto, pensamos que o humano não se faz neutra, a-histórica e egologicamente, pelo contrário, o ser humano é porque se relacionou existencialmente com outros humanos sempre mergulhados na história e na pertença a tradições. Como poderíamos pensar, dialogar, estudar, compreender, interpretar, entre outros, se não houvesse alguém que nos transmitisse os conhecimentos de uma tradição? De um modo análogo, de que serviria o hardware de um computador (o ser humano) se não existisse o software (pertença a uma tradição) que permite que o computador funcione adequadamente?

Como resposta a estas perguntas anteriores surge o conceito de autoridade, que é esse “alguém” que nos enxerta dentro de uma tradição. Gadamer salienta que a autoridade “não tem o seu fundamento último num acto de submissão e de abdicação da razão, mas num acto de reconhecimento e de conhecimento”[12]. Ou seja, reconhece-se que existe “alguém” que tem crédito em assuntos que nós não dominamos, e que transmite o melhor da tradição para podermos interpretar. Perante a autoridade devemos ter confiança, mas daí não se segue que seja uma obediência cega, pois, “o que a autoridade diz não é uma arbitrariedade irracional, mas algo que pode ser inspeccionado principalmente”[13].

Um outro conceito que está intimamente ligado ao de autoridade é o preconceito. No horizonte hermenêutico, o ser humano ao inserir-se na sua tradição não pode deixar de aplicar os seus preconceitos numa procura, sempre penúltima[14], da verdade do texto; pois, “a historicidade da nossa existência implica que os preconceitos, na acepção literal do termo, constituam a orientação inicial de toda a nossa capacidade de sentir. Os preconceitos são orientações da nossa abertura em relação ao mundo. São simplesmente condições pelas quais sentimos algo, ao passo que aquilo que encontramos nos diz algo”[15]. Gadamer utiliza o preconceito num âmbito positivo, uma vez que “os preconceitos não são forçosamente injustificados e errados, a fim de distorcerem inevitavelmente a verdade”[16].

Para Gadamer a compreensão tem um aspecto essencialmente dialógico (pergunta-resposta), e se atendermos à reflexão anterior de tradição, autoridade e preconceito, então, “perguntamos sempre a partir de uma inserção no seio de um acontecer de sentido já sempre começado e transmitido”[17]. Gadamer abandona uma concepção metódica[18] ou dialéctica (hegeliana), para abordar a hermenêutica como um processo dialógico, que é compreendido nomeadamente como uma relação Eu-Tu. O Tu é a fala da tradição; e o Eu é abertura ao Tu, deixando falar o texto, de modo a que este nos reclame e interpele[19]. Esta estrutura dialógica da experiência hermenêutica reflecte-se na estrutura pergunta-resposta[20] patente em todo verdadeiro diálogo. Portanto, a tarefa hermenêutica é “é tirar o texto da alienação em que se encontra, recolocando-o no presente vivo do diálogo, cuja primeira realização é a pergunta e a resposta”[21]. Daqui Gadamer refere que “não é viável nenhuma afirmação que não possa ser compreendida como resposta a uma pergunta e só assim é possível compreender as afirmações”[22].

É na linguagem onde tem lugar este processo dialógico; ela é o meio no qual a tradição é transmitida; revela o nosso mundo. Gadamer advoga que “a linguagem é o modo de operação fundamental do nosso ser-no-mundo e a forma abrangente da constituição do mundo”[23]. E o facto de “vivemos dentro de uma linguagem” não significa que esta é uma prisão, mas “mas um espaço que se abre no ser e que permite uma infinita expansão, dependendo da nossa abertura à tradição”[24]. Portanto, em Gadamer o compreender não se concebe como um processo metodológico, egológico, imparcial, do ser humano face a um objecto, mas sim como o modo de ser próprio do humano (que envolve necessariamente aspectos como tradição).

MacIntyre, de modo semelhante a Gadamar, advoga que “os recursos da racionalidade adequada só nos são disponíveis nas tradições e através delas”[25]. Para MacIntyre a racionalidade é sempre interna à tradição, não sendo possível racionalidade fora da tradição. Pois, só quando estamos inseridos na tradição é que recebemos os recursos necessários para a investigação[26]. O ser humano é capaz de pensar, raciocinar, investigar, entre outros, porque algo foi transmitido pela tradição. Assim, “oferecer um tipo de razão, recorrer a um grupo de crenças fundamentais implicará necessariamente assumir o ponto de vista de uma tradição particular”[27]. Mesmo que seja inconscientemente o ser humano mergulhada intimamente na tradição, uma vez que ele nasce e cresce no seio de narrações e histórias já existentes[28], e que o faz participar da racionalidade inerente dessa tradição. Cada tradição é herdeira de um passado, de um saber e racionalidade transmitidos ao longo de gerações com inúmeras reestruturações, e “é através da tradição que o saber de outros seres humanos se torna, também, o meu saber, daí a necessidade de conceber confiança; ela constitui um modo de ser com os outros e de romper o isolamento do meu eu, apresentando-se, assim, como a estrutura antropológica fundamental”[29]. No entanto, pelo facto do humano receber os recursos de uma tradição, não significa que ele se limite a herdar de um modo passivo e acrítico tais dados, mas estes recursos serão um ponto de partida[30] para uma melhor compreensão si e do mundo.

Deste modo, no que se refere à racionalidade, “é uma ilusão supor que há uma posição neutra, um lugar da racionalidade em si, que forneça recursos racionais suficientes para a pesquisa independente de todas as tradições”[31]. Uma vez que “a pessoa fora de tradições carece de recursos racionais suficientes para a pesquisa, e, a fortiori, para a pesquisa sobre qual tradição deve ser racionalmente preferida. (…) Estar fora de todas as tradições significa ser estranho à pesquisa; significa estar num estado de destituição moral e intelectual”[32].

Para MacIntyre, ao contrário do iluminismo, a pesquisa racional é inseparável da tradição em que se está inserido. Pois, justificar é narrar como o argumento chegou ao ponto em que está, e do mesmo modo “encenar algum estágio posterior de desenvolvimento da sua própria tradição”[33]. Assim, doutrinas, teses e argumentos devem ser compreendidos em termos de contexto histórico. Como refere MacIntyre: “a própria racionalidade, teórica ou prática, é um conceito com história: realmente, desde que há uma diversidade de tradições de pesquisa com histórias, há, como veremos, racionalidades e não racionalidade”[34]. O conceito de autoridade aparece também necessariamente quando MacIntyre aborda a tradição, não significa repressão, desconfiança ou autoritarismo (como pretendia o iluminismo), mas é um testemunho credível, como um mestre que ensina o seu aluno; e “el alumno revive la historia de la investigación hasta el más alto punto de realización que ha alcanzado hasta esse momento, reexaminando aquellos argumentos que han sostenido las conclusiones mejor apoyadas hasta ese momento”[35].

O facto de se receber uma tradição não pode nunca significar que seja algo inflexível e totalmente fixo. Pois, “ninguém, em nenhum estágio, pode excluir a possibilidade futura de que suas crenças e julgamento presentes possam ser mostrados como sendo inadequados de vários modos”[36]. Deste modo, em cada uma das tradições não há um saber absoluto, mas antes um caminhar na procura de interpretações mais consistentes, principalmente em momentos de crise epistemológica. Os membros de uma tradição que passam por uma crise epistemológica com sucesso tornam-se mais capazes de reescrever a sua história com maior profundidade[37].

O reconhecimento de uma diversidade de tradições, com os seus próprios modos de justificação racional, não é sinónimo de total incomensurabilidade[38]. Pois, uma «tradição viva» caracteriza-se como sendo dinâmica, viva, com debates, diálogos, e abertura ao questionamento. Assim, pensamos que quando há efectivo diálogo na tradição e entre tradições é possível aprendizagem mútua e complementar, de modo a uma melhor interpretação do mundo. Temos, por exemplo, o modelo de Tomás de Aquino que efectuou uma eloquente síntese entre duas tradições aparentemente opostas, tratando “de proporcionar un punto de vista que adolezca menos de incoherencia, sea más comprensivo y posea mayores recursos, pero sobre todo, que tenga recursos de un modo particular”[39].

Em suma, a tradição, tanto em Gadamer como em MacIntyre, é algo que é intrínseco ao ser humano, é a partir dela que o humano age racionalmente, e que lhe permite sondar uma progressiva compreensão de si e do mundo.

Bibliografia

BLEICHER, Josef – Hermenêutica Contemporânea. Lisboa: Ed. 70, 1992.

GADAMER, Hans-Georg – “A Universalidade do Problema Hermêutico”. In: BLEICHER, Josef – Hermenêutica Contemporânea. Lisboa: Ed. 70, 1992.

GADAMER, Hans-Georg – Verdade e Método. Petrópolis: Vozes, 2002.

KANT – “Resposta à pergunta: O que é o Iluminismo?”. Trad. Artur Morão. In: LusoSofia. http://www.lusosofia.net . Consultado em 14/05/09.

LOPES, José Alberto Borges – Identidade pessoal e tradição: um ensaio crítico sobre Alasdair MacIntyre. Tese de Mestrado. Braga: UCP - FacFil, 2007.

MACINTYRE, Alasdair – “Tomás de Aquino y la Racionalidad de la Tradición”. In: IDEM – Tres versiones rivales de la ética. Madrid : Rialp, 1992.

MACINTYRE, Alasdair – Justiça de Quem? Qual Racionalidade? São Paulo: Loyola, 2001.

PALMER, Richard E. – Hermenêutica. Lisboa: Edições 70, 1989.

SILVA, Maria Luísa Portocarrero – “Razão e memória em H.-G. Gadamer”. In: Revista Portuguesa de Filosofia. Braga, V. 56 (2000), fasc. 3-4, pp. 333-344.



[1] GADAMER, Hans-Georg – Verdade e Método. Petrópolis: Vozes, 2002, p. 415.

[2] “lluminismo é a saída do homem da sua menoridade de que ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de se servir do entendimento sem a orientação de outrem. Tal menoridade é por culpa própria, se a sua causa não residir na carência de entendimento, mas na falta de decisão e de coragem em se servir de si mesmo, sem a guia de outrem. Sapere aude! Tem a coragem de te servires do teu próprio entendimento! Eis a palavra de ordem do Iluminismo”. KANT – “Resposta à pergunta: O que é o Iluminismo?”. Trad. Artur Morão. In: LusoSofia. http://www.lusosofia.net . Consultado em 14/05/09.

[3] GADAMER, Hans-Georg, Op. Cit., p. 410.

[4] “Um uso metódico e disciplinado da razão é suficiente para nos proteger de qualquer erro. Esta é a ideia cartesiana de método”. GADAMER, Hans-Georg, Op. Cit., p. 416.

[5] GADAMER, Hans-Georg, Op. Cit., p. 412.

[6] “A ideia de uma razão absoluta não é uma possibilidade da humanidade histórica. Para nós a razão somente existe como real e histórica, isto significa simplesmente: a razão não é dona de si mesma, pois está sempre referida ao dado no qual se exerce”. GADAMER, Hans-Georg, Op. Cit., p. 415.

[7] “Na realidade, a premissa da misteriosa obscuridade, onde se encontra uma consciência colectiva mítica anterior a todo o pensar, é tão dogmático-abstrata como o de um estado perfeito de esclarecimento total ou de saber absoluto. (…) Toda a consciência mítica já é sempre um saber”. GADAMER, Hans-Georg, Op. Cit., p. 412.

[8] “Em nenhum evento há oposição intrínseca entre as pretensões da razão e as da tradição; a razão coloca-se sempre no interior da tradição. A tradição fornece mesmo à razão os aspectos da realidade e da história com os quais irá trabalhar”. PALMER, Richard E. – Hermenêutica. Lisboa : Edições 70, 1989, p. 187.

[9] GADAMER, Hans-Georg, Op. Cit., p. 422.

[10] GADAMER, Hans-Georg, Op. Cit., p. 423.

[11] Gadamer refere também influências importante que a tradição tem na existência humana: “quer-me parecer que não podem existir dúvidas de que o horizonte geral do passado, à margem do qual a nossa cultura e o nosso presente vivem, nos influencia em tudo o que queremos, esperamos, ou receamos no futuro”. GADAMER, Hans-Georg – “A Universalidade do Problema Hermêutico”. In: BLEICHER, Josef – Hermenêutica Contemporânea. Lisboa: Ed. 70, 1992, p. 197.

[12] GADAMER, Hans-Georg – Verdade e Método. Petrópolis: Vozes, 2002, p. 419.

[13] GADAMER, Hans-Georg, Op. Cit., p. 420. Aqui não se pode confundir tradição (que implica uma abordagem crítica e inspeccionada) com tradicionalismo (acrítico e que não coloca questões).

[14] O ser humano tem sempre uma compreensão penúltima do mundo, pois, “existir historicamente significa que o conhecimento de nós próprios nunca pode ser completo. Todo o conhecimento pessoal provém do que nos é dado previamente pela história”. BLEICHER, Josef, Op. Cit.,p. 158.

[15] GADAMER, Hans-Georg – “A Universalidade do Problema Hermêutico”, p. 188.

[16] Ibidem.

[17] SILVA, Maria L. P. – “Razão e memória em H.-G. Gadamer”. In: RPF, V. 56 (2000), fasc. 3-4, p. 341.

[18] De acordo com Gadamer o método não é caminho para verdade, pois, orienta, controla e manipula. Gadamer situa-se mais na abordagem do diálogo socrático, da pergunta-resposta.

[19] Segundo Gadamer, “em todo o acto de compreensão dá-se uma aplicação ao presente. (…) Trata-se de trazer o que é essencial no passado para o nosso presente pessoal, para a nossa auto-compreensão ou mais exactamente para a experiência que temos do Ser”. PALMER, Richard E., Op. Cit., pp. 193-194.

[20] Para Gadamer “a principal tarefa do intérprete é descobrir a pergunta a que o texto vem dar resposta; compreender um texto é compreender a pergunta. Simultaneamente, um texto só se torna um objecto de interpretação se confronta o intérprete com uma pergunta”. BLEICHER, Josef, Op. Cit., p. 161.

[21] PALMER, Richard E., Op. Cit., p. 202.

[22] GADAMER, Hans-Georg, Op. Cit., p. 190.

[23] GADAMER, Hans-Georg, Op. Cit., p. 182.

[24] PALMER, Richard E., Op. Cit., p. 210.

[25] MACINTYRE, Alasdair – Justiça de Quem? Qual Racionalidade? São Paulo: Loyola, 2001, p. 396.

[26] A este propósito MacIntyre salienta que “não há nenhum outro modo de se realizar a formulação, elaboração, justificação racional e crítica das concepções de racionalidade prática e da justiça, a não ser a partir de uma tradição particular, através do diálogo, da cooperação e do conflito entre aqueles que habitam a mesma tradição”. MACINTYRE, Alasdair, Op. Cit., p. 376.

[27] MACINTYRE, Alasdair, Op. Cit., p. 378.

[28] Cf. LOPES, José Alberto Borges – Identidade pessoal e tradição: um ensaio crítico sobre Alasdair MacIntyre. Tese de Mestrado. Braga: UCP - FacFil, 2007, p. 28.

[29] LOPES, José Alberto Borges, Op. Cit., p. 23.

[30] Para MacIntyre, o ser humano tem que perspectivar a tradição como um ponto inicial que o ajuda no seu próprio caminhar questionador e não como uma assimilação passiva e acrítica. Assim, “la posesión y la transmisión de esta especie de capacidad de reconocer en el pasado lo que es y lo que no es guia para el futuro, es lo que se halla en el núcleo de una tradición adecuadamente encarnada”. MACINTYRE, Alasdair – “Tomás de Aquino y la Racionalidad de la Tradición”. In: IDEM – Tres versiones rivales de la ética. Madrid : Rialp, 1992, p. 167.

[31] MACINTYRE, Alasdair – Justiça de Quem? Qual Racionalidade? São Paulo: Loyola, 2001, p. 394.

[32] MACINTYRE, Alasdair, Op. Cit., p. 394.

[33] MACINTYRE, Alasdair, Op. Cit., p. 22.

[34] MACINTYRE, Alasdair, Op. Cit., p. 20.

[35] MACINTYRE, Alasdair – “Tomás de Aquino y la Racionalidad de la Tradición”. In: IDEM – Tres versiones rivales de la ética. Madrid : Rialp, 1992, p. 169.

[36] MACINTYRE, Alasdair – Justiça de Quem? Qual Racionalidade? São Paulo: Loyola, 2001, p. 387.

[37] Cf. MACINTYRE, Alasdair, Op. Cit., p. 390.

[38] Para MacIntyre é possível haver diálogo entre tradições, mas este “diálogo é semelhante a aprender a linguagem do outro, as suas crenças e modos de vida, procurando compreender a sua forma de pensar. (…) É necessário compreender o outro a partir do outro, narrar a sua história e contextualizar o seu modo de pensar”. LOPES, José Alberto Borges, Op. Cit., p. 31.

[39] MACINTYRE, Alasdair – “Tomás de Aquino y la Racionalidad de la Tradición”. In: IDEM – Tres versiones rivales de la ética. Madrid : Rialp, 1992, p. 188.



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