29/06/2009

Sexualidade e educação para a felicidade


IIº CONGRESSO INTERNACIONAL DE PEDAGOGIA
Sexualidade e educação para a felicidade
(06 e 07 de Novembro de 2009)

A sexualidade faz hoje parte daquele conjunto de territórios de que a sociedade portuguesa, sobretudo após o 25 de Abril, rapidamente se apropriou, integrando-a na sua mundividência, nas suas representações, nas suas concepções de vida e no seu universo comportamental. No afã de recuperar de uma mentalidade que cobria as questões da sexualidade com o pudico véu do tabu, da ignorância, e de um tradicionalismo inerte, a sociedade portuguesa avançou, a todo o vapor, para a “modernidade” de um discurso sobre o sexo sem filtros, bem como para a aceitação do seu valor como um absoluto.

De marginal a arquitema, o discurso da sexualidade invadiu todos os domínios da vida pública e da vida privada. Ultimamente, a sua visibilidade atingiu o zénite ao apresentar-se socialmente como matéria de “educação nacional”, entronado que está no sistema de ensino como conteúdo curricular.

Os efeitos deste salto brusco e vertiginoso já se fazem sentir na vida concreta das pessoas e da sociedade, sobretudo dos jovens, embalados pelo culto de uma sexualidade “absoluta”, isto é, sem mediações outras que não as que a acolitam na sua soberana imperatividade: o comportamento sedutor, a construção do corpo perfeito, o “carpe diem” do prazer instantâneo, o consumo da libido.

É pois chegado o tempo de avaliar judiciosamente este estado de coisas. Supostamente expurgada de todos os mecanismos e instrumentos de controlo, não menos extenuada pelas vagas das revoluções sexuais, o que resta da sexualidade humana? Que incidência tem no projecto da vida feliz? Fará sentido ligá-la, ainda, à experiência do amor? Terá alguma relevância integrá-la na educação para os valores da fidelidade, da virgindade, da doação, da entrega, etc.,? A que tipo de relação dá ela guarida? Como e a quem compete o direito e o dever de uma autêntica educação sexual? Em que condições contribui para o crescimento saudável e maturo da pessoa humana?

Este Congresso tem a ambição de reflectir estas questões e de, tanto quanto possível, encontrar pistas e perspectivas de resposta no quadro de referências dos valores do humanismo de inspiração cristã. O principal objectivo consiste, a esta luz, em repensar, no debate com as problemáticas actuais, os modos de inscrição da sexualidade no ser e no agir do homem: no corpo, nos sentimentos, nas relações interpessoais, na visão do mundo e da vida, no projecto de formação para a felicidade.



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